| Abel Braga, de novo, no Flu (O Globo) |
Depois disso, Muricy Ramalho surpreendeu a todos. O técnico campeão brasileiro com o Fluminense pediu demissão após o empate zerado entre Flamengo e Fluminense. Segundo ele, os dirigentes afirmaram que iriam melhorar a estrutura do clube e trazer excelentes reforços na hora de assinar o contrato. O time realmente trouxe bons reforços, em troca, Muricy deu um Brasileirão e não trocou o clube pela Seleção Brasileira. E quando tudo parecia bem, ele surpreende a todos alegando a única "cláusula" de seu contrato não sendo cumprida: a estrutura.
Para seu lugar o clube não tinha muitas opções. Dorival Júnior (Atlético/MG, Levir Culpi (futebol japonês), Felipão (Palmeiras), Cuca (Cruzeiro) e Renato Gaúcho (Grêmio), já empregados, não aceitaram. Abel Braga foi tentado (e ele aceitou). Só que o clube não podia divulgar tal negociação, já que os "valores" não tinham sido acertados. Com contrato até junho, o clube carioca teria de ter um bom substituto por três meses. Gilson Kleina foi anunciado, mas depois desacertou. Obviamente, já que ele está empregado, numa boa situação, e com contrato até o fim do ano. Sendo assim, não seria certo aceitar um contrato por três meses somente devido ao nome do clube. Por enquanto fica por isso mesmo a dança das cadeiras no Flu.
Mas não no Botafogo. Joel Santana também supreendeu e após um clássico (assim como fez MR) com o Vasco, com derrota, anunciou a sua saída do clube. Vale lembrar que Papai Joel deu ao time um titulo carioca e uma boa campanha no Brasileiro do ano passado. Apesar de elogiado pelos torcedores, não tinha boa relação com alguns jogadores (como Loco Abreu) e dirigentes. O cara da "prancheta" se foi, deixando um time que ele tinha em suas mãos pra trás.
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| Caio Júnior, o Harry Potter, é do Fogão (Globoesporte.com) |
Mais a diretoria do Fogão foi eficiente e rápida. Primeiro, tentou Adílson Batista, que não aceitou porque queria deixar passar um tempo fora do Brasil depois de duas passagens-relâmpago por Corinthians e Santos. A segunda opção: Caio Júnior. Ex-técnico de Paraná Clube (onde fez sua primeira grande aparição), Palmeiras e Flamengo, nos quais, coincidentemente, chegou ao 5° lugar no Brasileirão com todos (apesar de classificar somente o Paraná para a Libertadores).
Caio, conhecido também como Harry Potter, estava no futebol árabe e vai saber tocar esse time muito bem. A carreira é curta, mas currículo não o falta. Ele conversará/conversou com Joel Santana sobre o time, e terá informações privilegiadas.
A brincadeira da dança das cadeiras parou. Pelo menos, por enquanto.










