quinta-feira, 10 de março de 2011

Trem-Bala da Colina

Dedé comemora o último gol do jogo (Vasco.com.br)
O Vasco da Gama finalmente parece ter se curado do péssimo primeiro turno e, também, da derrota na primeira partida do segundo turno. O clube da Colina recebeu o Duque de Caxias na noite de ontem em busca de sua primeira vitória na Taça Guanabara. O técnico Ricardo Gomes pôs em campo os melhores do time, mas não imaginava que seria tão fácil.

Logo aos 9 minutos, o meia-esquerda Felipe recebeu de Fagner e abriu o placar: 1x0. Após o gol o time da capital parecia ter ganhado ainda mais força. Éder Luis infernizava a ponta esquerda do ataque. O Nova Iguaçú não oferecia reações, ao não ser com uma cabeçada do atacante Geovane Maranhão, ex-Vasco e América/RJ.

E veio da ponta o cruzamento para o segundo gol. Bernardo mandou pra área e o zagueirão Anderson Martins cabeceou de costas para o gol. A sua comemoração foi com o técnico Ricardo Gomes, responsável por ajeitar o time.

E um pouco antes do fim do primeiro tempo, Bernardo avançou até a área e foi derrubado. Falta na área é pênalti assinalado pelo árbitro Eduardo Cordeiro Guimarães. Na cobrança, o próprio Bernardo chutou forte e ampliou o placar: 3x0.

Com a torcida animada, o Vasco tentou imprimir o mesmo ritmo no segundo tempo. Só não contava com o gol de Somália logo aos 5 minutos: 3x1. E tinha mais coisa ruim para acontecer. Primeiramente, Dedé fez gol de cabeça, mas foi dado impedimento. Mais: Anderson Martins, autor do segundo gol da partida, foi expulso com o segundo amarelo. E para finalizar, o lateral-direito Ari fez mais um pro Duque de Caxias: 3x2.

Mas apesar da tensão causada por essa série de acontecimentos ruins, a torcida gritou mais uma última vez "gol". Dedé surpreendeu todo mundo e bateu com categoria no canto direito do goleiro Fernando. Placar final: Vasco da Gama 3, Duque de Caxias 2.

O Retorno do Argentino


No estádio do Engenhão ontem quem mandou o foi o Fluminense. O clube tricolor jogou contra o América/RJ e teve o "retorno" de Dario Conca. O argentino não havia nesse ano convencido a torcida tricolor e nem ao menos lembrava o jogador campeão brasileiro do ano passado.

O Flu começou o jogo nervoso. Primeiro, ou melhor, no primeiro minuto, Ruy apareceu na frente do gol de Ricardo Berna, que espalmou. Depois, teve três impedimentos marcados consecutivos. A torcida tricolor que não anda bem com o time, ainda teve de aguentar o chute de Diguinho (o atacante americano, não o volante tricolor) que bateu no travessão.

Mas aí o Flu se impôs, e depois de ótimo chute de Conca, o próprio argentino empurrou para as redes depois de cruzamento perfeito do He-Man Rafael Moura, aos 32: 1x0.

No segundo tempo, o Flu novamente não teve sorte. O árbitro João Batista de Arruda marcou pênalti inexistente de Michel em Leandro Euzébio. Na cobrança Ricardo Berna se adiantou mais de um metro e defendeu o chute de Diguinho num lance que nem há muito o que se falar. Mas a sorte do Flu parou aí.

Conca cruzou da direita, Araújo desviou de cabeça e Rafael Moura botou pra dentro. Aos 28, Emerson passou pra Conca que devolveu o primeiro gol à Rafael Moura marcar o segundo dele na partida: 3x0. Bruno Reis ainda descontou no fim. Com o resultado o Flu está totalmente empatado com o Botafogo e encara o Flamengo na próxima rodada. É esperar, pra ver se realmente, o argentino voltou.

Sufoco!

O Botafogo foi sufocado, mas passou pelo Nova Iguaçu no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Com pouquíssima torcida, o time de Joel Santana conseguiu sua segunda vitória na Taça Rio, e está empatadíssimo com o Flu em todos os critérios.

O autor do único gol do jogo, Everton, é o novo 10 (Uol)
O time alvinegro, sem o seu ex-camisa 10 Renato Cajá, que foi vendido ao Ghangzhou Evergrande/CHI e se juntou à Obina, teve que ter improvisação por parte de seu treinador. O uruguaio Arévalo Rios, que está sendo reserva e está longe de sua forma física ideal entrou entre os onze iniciais.

A escalação parecia que ia dar resultado, sim. O lateral-direito Lucas cruzou rasteiro, a bola bateu no defensor Leonardo Luiz, mas o meia Everton, ex-Fla, estava no lugar certo e chutou firme no canto do goleiro Diogo e abriu o placar na Baixada Fluminense.

O clube alvinegro não conseguia segurar a bola, mas, ao mesmo tempo, o Nova Iguaçu não sabia chegar ao gol de Jefferson. O jogo chegava a ficar monótono. Mas o argentino Herrera tratou de nos tirar essa impressão. Ele trombou com árbitro Carlos Eduardo Nunes Braga, que por sua vez, quase foi pisoteado pelo  ala-esquerdo do time da Baixada, Cortês. E o primeiro tempo se resumiu a isso.

O segundo tempo foi ainda pior para as pessoas que assistiam ao jogo. Principalmente para os botafoguenses. Cortês (o mesmo que quase esmagou o juíz) apareceu livre na parte esquerda da grande área e tocou para Maycon, que, debaixo das traves, jogou no travessão e desperdiçou a melhor chance do time no jogo. Mas depois disso o jogo voltou a ser o que era. Nova Iguaçu 0x1 Botafogo

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